Foco desta edição: ensino profissionalizante e qualificação profissional                       Nº 1, Outubro de 2008
Pesquisa de opinião do Políticas Públicas em Foco, realizada na cidade de São Paulo, mostra que 52,5% da população maior de 18 anos concorda com a afirmação de que hoje em dia os cursos de profissionalização são mais importantes para conseguir emprego que o ensino superior. A quase totalidade declarou que esses cursos ajudam a encontrar, melhorar ou preservar o trabalho. No entanto a oferta dessa forma de ensino é reduzida e privilegia as camadas mais escolarizadas. ->
"Falta fonte de recursos para a educação profissional"
Para o especialista Daniel Hammoud, deve-se investir no mapeamento da demanda. Mas trata-se de uma questão cercada de preconceitos: "O ensino profissionalizante é visto como bom só para o filho dos outros". ->
MERCADO DE TRABALHO
Desafios impostos por uma realidade em transformação
 
ELABORAÇÃO DE POLÍTICA
Diagnóstico da qualificação profissional em programa do Estado de São Paulo
As pessoas estão mais escolarizadas, mas isso não tem se refletido em mudanças expressivas nas formas de inserção ocupacional e renda e nem atendem às reais necessidades da demanda por qualificação, avalia a socióloga Márcia Lima. ->
 
O demógrafo Paulo Jannuzzi, assessor técnico da Fundação Seade, relata as etapas preparatórias do Plano Estadual de Qualificação Profissional. “A efetividade de programas depende de uma boa gestão das suas etapas de formulação e implementação.” ->
LEITURA CRÍTICA DE INDICADORES
Não há um mapeamento sistemático da oferta dos cursos profissionalizantes, tampouco das necessidades do mercado de trabalho. Os indicadores do setor são em regra descontinuados e não dialogam facilmente entre si. Seguem abaixo comentários sobre os dados disponíveis.